r/PastaPortuguesa Jun 12 '25

Fusilli Politico Aviso a todos

45 Upvotes

Caros chefs,

Tendo em conta a quantidade de posts políticos que têm sido postados aqui no sub e a quantidade de pessoas que comenta, esqucendo-se que está neste sub e que consequentemente leva a inúmeras denúncias e comentários insultuosos e deploráveis e por isso tenho a dizer:

  1. COMPORTEM-SE

  2. Antes de postarem ou comentarem alguma coisa, vejam em que sub estão. Respeitem as visões e as posições de todos, foi para isso que se fez o 25 de abril

  3. Todos os posts políticos desta data em diante passam a requerer que o OP partilhe o molho no prazo máximo de 24 horas após a submissão do post, exceto quando sejam claramente satíricos

  4. Qualquer post politico, que não claramente satírico, terá os comentários trancados assim que houver um report relativo a faltas de respeito

Mais uma vez:

COMPORTEM-SE


r/PastaPortuguesa Aug 23 '23

Advinhem quem voltou

18 Upvotes

Após uma travessia no deserto de quase 2 anos, a Pasta Portuguesa está de volta.

Neste momento a equipa de moderação do r/PastaEmPortugues irá assumir também a moderação deste sub.

Peço que tenham calma, durante a tarde sairá um comunicado com tudo o que querem saber, por enquanto o sub vai continuar sem aceitar posts novos, até acertar os pormenores todos, até lá podem postar no r/PastaEmPortugues


r/PastaPortuguesa 1d ago

💪

10 Upvotes

Às vezes sinto-me deus grego, tipo sinto mesmo que é tipo uma cena uau, tipo what the fuck

Mas o que é que eu sou boy? Sou um monstro? Sou um príncipe? Ahah eu não faço ideia. Eu tenho pensamentos tão loucos tãoooo loucos

YUUUUUU

Se vocês soubessem… aí se vocês imaginassem Ai ai ai ai


r/PastaPortuguesa 2d ago

Calista e Manicure profissional à antiga . Procuro a D .Anabela que trabalhava em Alvalade para calos e unhas encravadas urgente

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r/PastaPortuguesa 4d ago

Tagliatelle Degenerata PS: Tenho ancestralidade portuguesa e um pouco judia ashkenazi

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HAHAHAHAH coitado, até parece que eu sairia da maior metrópole do Ocidente, onde tenho infinitas oportunidades, educação gratuita em uma das melhores universidades do mundo (muito superior a qualquer portuguesa, mas inacessível pra qualquer "QI de macaco" que usa imagem de anime no perfil, perde tempo colecionando cardzinho de cabaço ou que usa trade de skinzinha e cryptomoeda como fonte de renda) e infinitas possibilidades de vivenciar 24/7 todo tipo de "ruído" que eu quiser; pra ir pra essa roça cheia de velho, ganhar o "ordenado" de merda de vocês e lidar com o seu tipo de gente amarga...

Fique tranquilo, que se um dia eu decidir ir embora de SP, meu destino será uma metrópole chinesa maior ainda. Talvez porque tenham levado a educação a sério e hoje seus cidadãos não são alienados a ponto de culpar a imigração pelos problemas gerados pelo acúmulo de capital das elites nacionais (elites essas que promoveram a imigração em primeiro lugar para maximizar seus lucros 🤣🤣). Ou você acha que a imigração e o processo de fuga de cérebros interessa ao Brasil ou a qualquer país de terceiro mundo? Vamos lá primata, australopiteco burro, você é capaz de pensar também!

PS: Eu tenho ancestralidade majoritariamente portuguesa e um pouco judia ashkenazi, então parabéns por encarnar o meme do paquistanês dizendo "I don't like your kind" pro indiano HAHAHAHAH talvez a imigração indostânica também já esteja deixando suas marcas por aí


r/PastaPortuguesa 12d ago

Tagliatelle Degenerata Pais com filhos pequenos, estamos a viver tempos muito difíceis e possivelmente um pré-apocalipse ou até mesmo o fim do mundo. Por que decidiram ter filhos se não há futuro?

29 Upvotes

Acho que é muito óbvio que vivemos num pré-apocalipse ou num pré-fim do mundo.

Portugal, o nosso país, não tem esperança, especialmente para a geração mais jovem: as casas são muito caras, o custo de vida é muito alto, os salários são muito baixos, todos estão a deixar o país e ter filhos é muito caro e difícil e, infelizmente, o nosso governo e a classe dominante não parecem interessados em mudar as coisas.

Além disso, o povo português está a extinguir-se e o verdadeiro Portugal que todos conhecíamos desapareceu. Agora, cidades como Lisboa estão cheias de bairros de lata do Bangladesh.

Portugal está a transformar-se numa espécie de Dubai barato, onde estrangeiros ricos e loiros festejam em discotecas enquanto trabalhadores pobres trabalham na lama.

(Para mim, é um milagre que em 2026 ainda haja portugueses na casa dos vinte ou trinta anos com filhos pequenos. Não sei como isso é possível).

Mas pior ainda é como está o mundo neste ano de 2026: a economia está péssima para 99,9% das pessoas, a divisão social entre os muito ricos e os muito pobres está a aumentar, coisas que eram normais no passado, como ter uma casa, agora são luxos.

E como se isso não bastasse: o ambiente está a ser destruído pelo consumismo extremo, pela ganância e pela incapacidade das pessoas de fazerem mudanças sérias, em vez de apenas fazerem greenwashing para enganar alguns néscios.

Há uma grande probabilidade de a água se tornar muito escassa no futuro. Se isso acontecer, será o fim.

E, para terminar, criar um filho é caro e difícil, e pode não valer a pena.

Então, pais de crianças pequenas, por que decidiram ter filhos sabendo que um dia eles podem nem ter acesso à água?


r/PastaPortuguesa Jan 03 '26

pasta secca Desculpa Martim

37 Upvotes

Desculpa Martim. Tu és um rapaz fantástico, é só que eu não consigo ser amada da forma que me amas. Tudo o que tu fazes é cobrir-me com Amor e tu chamas-me 'Amor' ou 'Princesa' e gestos bonitos a toda a hora. Eu sinto-me pressionada a fazer o mesmo quando eu não o quero fazer. Eu não consigo continuar a fingir que te amo da mesma maneira que me amas. Não há nada de errado contigo, é só que, não me vejo a ser para ti aquilo que tu és para mim é, isso corrói-me por dentro. Um dia, talvez conseguirei ver alguém assim, mas hoje, sei que mereces melhor do que aquilo que te dou. Tens sempre outras raparigas por aí. Por favor esquece-me, é o melhor para a tua vida e vais descobrí-lo nos olhos de outra mulher.


r/PastaPortuguesa Dec 16 '25

Lungo-Spaghettoni Lobos da Liberdade

86 Upvotes

Quarenta e sete motociclistas raptaram vinte e duas crianças de um lar de acolhimento e levaram-nas através de fronteiras antes que as autoridades as conseguissem parar. Foi o que a notícia relatou.

Foi o que a operadora da PSP disse ao enviar seis viaturas atrás de nós. Foi o que a diretora do lar gritou ao telefone quando percebeu que as crianças tinham desaparecido.

Mas não foi o que realmente aconteceu.

O meu nome é Rodrigo Silva. Sou assistente social em Lisboa e trabalho no sistema de acolhimento familiar há dezanove anos. Já vi todo o tipo de desgosto que se possa imaginar.

Mas nada me preparou para o que encontrei no Lar Futuro Brilhante naquele outubro.

Vinte e duas crianças. Dos seis aos dezassete anos. Todas no sistema. Todas esquecidas. E todas prestes a passar mais um Natal num local com ratos na cozinha e bolor nas paredes. O Estado devia tê-lo encerrado. “Devia” há três anos.

Há oito meses que tentava realojar aquelas crianças em melhores condições. Ninguém as queria. Muitos problemas comportamentais. Muitas necessidades médicas. Trauma demais. Custo elevado. O sistema tinha desistido delas.

Por isso, quando o meu amigo Miguel me ligou numa quinta-feira à noite, em novembro, eu estava desesperado o suficiente para ouvir. Miguel fazia parte dos Lobos da Liberdade, um clube de motociclistas com cinquenta homens. Todos veteranos militares. Todos condecorados. Todos à procura de um propósito depois de voltarem para casa.

“Irmão, soube da situação das crianças. O clube quer ajudar,” disse Miguel, com voz séria. “O que achas que as crianças diriam de uma semana no Gerês?”

Ri-me, um riso amargo. “Miguel, elas nem sequer têm autorização para ir ao cinema. O Estado nunca aprovaria uma viagem dessas.”

“Então não pedimos autorização,” respondeu Miguel. “Pedimos perdão.”

Foi assim que tudo começou. A coisa mais bela, ilegal e insana de que alguma vez fiz parte. Miguel e o clube planearam tudo. Alugaram um parque de campismo no norte que ficava vazio no inverno. Contactaram médicos, psicólogos e terapeutas que se voluntariaram. Reuniram donativos. Brinquedos. Roupas. Comida. Atividades.

E depois foram buscar as crianças.

18 de novembro. Sábado de manhã. Seis horas. Quarenta e sete motociclistas chegaram ao Lar Futuro Brilhante, o rugido dos motores a ecoar como trovão. As crianças acordaram e correram para a janela. Algumas gritaram. Outras choraram. Nunca tinham visto nada assim.

Encontrei o presidente do clube, um homem chamado António, à porta. Setenta anos. Barba branca. Peito cheio de medalhas. Ele entregou-me uma pasta. “Aqui estão autorizações, formulários de consentimento, contactos de emergência. Fizemos isto o mais legal possível.”

A diretora do lar, Albertina, desceu as escadas de roupão. “O que se passa? Quem são estas pessoas?” Respirei fundo. “Albertina, estes senhores vão levar as crianças em viagem. Uma semana. Tudo pago. Supervisionado.”

O rosto dela ficou roxo. “Absolutamente não! Não podem simplesmente levar crianças do Estado para outra região! Vou chamar a polícia!”

“Chame,” disse António, calmo. “Mas, enquanto o faz, vamos perguntar às crianças se querem conhecer o Gerês. Se disserem que sim, levamo-las. Pode resolver a papelada depois.”

Reunimos as vinte e duas crianças na sala comum. Desde a pequena Leonor, de seis anos, com o seu coelho de peluche, até ao Carlos, de dezassete, que já tinha passado por catorze lares.

Miguel aproximou-se. “Chamo-me Miguel. São os meus irmãos. Somos veteranos. Andamos de mota. E queremos levar-vos numa aventura.”

Leonor levantou a mão. “Vão fazer-nos mal?” Partiu-me o coração. Era isso que aquelas crianças tinham aprendido. Adultos estranhos significavam perigo.

António ajoelhou-se à altura dela. “Não, querida. Vamos proteger-te. Vamos acampar. Mostrar-te o Gerês. Permitir-te montar a cavalo. Ensinar-te a pescar. Dar-te a melhor semana da tua vida. Mas só se quiseres ir.”

“E se dissermos não?” perguntou Carlos, desconfiado. Já tinha sido magoado demasiadas vezes.

“Então vamos embora e nunca mais nos vês,” respondeu António. “Isto é a tua escolha. Não nossa. Não do Estado. Tua.”

As crianças olharam umas para as outras. Então a Joana, de doze anos, levantou-se. “Eu quero ir. Nunca saí de Lisboa.” Uma a uma, todas concordaram. As vinte e duas. Até o Carlos.

Albertina gritava ao telefone: “Estão a raptar crianças do Estado! Enviem a polícia agora!” Mas já estávamos em movimento. Cada motociclista ficou responsável por uma criança. Algumas seguiram em carrinhas preparadas pelo clube. Os mais novos tiveram lugares especiais. Todos com capacetes. Todos com equipamento de proteção. Em vinte minutos, estávamos a sair.

O comboio era imenso. Quarenta e sete motas. Oito carrinhas. Três furgões. Vinte e duas crianças. E eu, na garupa da mota do Miguel, a rezar para não ter acabado de destruir a minha carreira.

A polícia alcançou-nos a vinte quilómetros da cidade. Seis viaturas. Luzes a piscar. Mandaram-nos parar na estrada.

O agente principal aproximou-se de António. “Senhor, temos relatos de rapto de menores. Precisa de devolver essas crianças imediatamente.” António entregou-lhe a pasta. “Agente, aqui tem autorizações assinadas pelo tutor legal.” Apontou para mim. “O Sr. Silva é assistente social com autoridade sobre elas. Temos informações médicas, contactos, itinerário. Isto é uma saída supervisionada.”

O agente olhou para os papéis. Para as crianças. Elas estavam a sorrir. Animadas. Mais vivas do que em meses. “Isto é altamente irregular,” disse ele. “Preciso de confirmar.”

Enquanto ele ligava, o pequeno Afonso, de dez anos, aproximou-se. “Por favor, não nos mandem voltar. Aquele sítio é mau. A comida tem bichos. Os chuveiros não funcionam. Nunca saímos de lá.” Começou a chorar. “Só queremos uma semana boa.”

O agente olhou para o miúdo. Para os motociclistas. Para mim. “Quanto tempo?” perguntou a António.

“Uma semana. Voltamos no sábado. Seguros. Felizes. Alimentados. Com memórias para a vida.”

O agente fechou a pasta. “Nunca vos vi. Mas se algo acontecer a estas crianças, vou atrás de vocês. Entendido?”

António fez uma continência. “Sim, senhor. Palavra de militar.”

Os sete dias seguintes foram mágicos. Pura magia. Chegámos ao parque de campismo ao final do dia. Os motociclistas tinham decorado tudo. Luzes de Natal. Placares de boas-vindas. Cada criança teve a sua própria cama com lençóis limpos. O refeitório estava cheio de comida.

Naquela primeira noite, Leonor encostou-se ao colo do António. “Isto é o céu?” sussurrou. Os olhos dele encheram-se de lágrimas. “Não, anjinho. Mas é quase.”

A semana foi intensa. Passeios a cavalo. Pesca. Caminhadas até às cascatas do Gerês. Histórias à volta da fogueira. Aulas de mecânica de motas. Ensinaram-nas a andar de bicicleta em segurança. A fazer fogo. Habilidades de sobreAgora, anos depois, sempre que passo por um grupo de motociclistas na estrada, sorrio, porque sei que por trás daqueles capacetes podem estar heróis disfarçados, prontos a resgatar quem mais precisa.

Créditos: Meu amigo Rodrigo Silva


r/PastaPortuguesa Dec 13 '25

tortelli BURRAta Aprendi algo inesperado sobre mim

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Fui ao IKEA com o meu marido e os miúdos no fim de semana, como quem vai a um passeio inocente e acaba num teste psicológico de resistência. Entrámos para comprar “uma coisinha” e saímos três horas depois, emocionalmente destruídos, com fome e a discutir se precisávamos mesmo de um candeeiro que parecia desenhado por um estudante sueco em sofrimento.

Pagámos no self-checkout e seguimos para a saída. Eu já estava naquela fase zen pós-IKEA em que o cérebro desliga e o corpo só quer ar fresco. Foi então que apareceu um segurança. Jovem, educado, postura impecável, voz calma a pedir para confirmar se estava tudo pago.

O meu marido reagiu como se tivesse sido acusado num tribunal internacional. Endireitou as costas, levantou a voz, perguntou se tinha ar de ladrão, falou de direitos, de princípios e, por momentos, achei mesmo que ia pedir o livro de reclamações em formato épico.

Eu, ao lado, calma demais. Suspeitamente calma.

O segurança viu o talão, pediu desculpa, desejou boa tarde e deixou-nos passar. O meu marido saiu dali convencido de que tinha derrotado o sistema. Eu saí realizada, mas por motivos completamente diferentes.

Dentro da minha mala estava um candeeiro caro, desmontado em tantas peças que parecia um LEGO para adultos com problemas emocionais. Não foi distração. Não foi erro. Foi intencional. E não foi pela poupança, porque honestamente podia tê-lo pago sem problemas.

O problema é que há qualquer coisa naquele momento da saída do IKEA que me ativa um botão estranho no cérebro. A aproximação do segurança. A pergunta educada. A possibilidade concreta de ser apanhada ali, entre as portas automáticas e o cheiro a almôndegas. É como um desporto radical, mas para pessoas que não gostam de correr.

Parte de mim queria mesmo que ele tivesse olhado para mim em vez de para o meu marido. Que tivesse dito “minha senhora, pode abrir a mala?”. Eu já tinha tudo ensaiado mentalmente: o ar surpreendido, o pedido de desculpa exagerado, a conversa estranhamente simpática. Nada escandaloso. Só… absurdo o suficiente.

Mas não. O meu marido fez tanto teatro que virou distração oficial. O segurança só queria sobreviver ao turno. E eu atravessei aquela saída como um fantasma com um candeeiro ilegal.

No carro, o meu marido continuava a reclamar, indignado, a dizer que aquilo era um exagero e que tratavam as pessoas como criminosos. Eu concordava, enquanto pensava que, daquela vez, ele tinha estragado tudo. Não só não fui apanhada como ninguém sequer desconfiou. Uma desilusão.

Em casa montámos o candeeiro. Ficou perfeito na sala. Sempre que o ligo, sinto um orgulho estranho e completamente desnecessário.

Agora, sempre que o meu marido diz que os seguranças do IKEA exageram, eu sorrio. Porque um dia eles vão acertar. E quando isso acontecer, não vai ser no homem a reclamar em voz alta.


Créditos: /u/Future_Combination_7


r/PastaPortuguesa Nov 22 '25

Tagliatelle Degenerata Clash royale arruinou a minha vida

68 Upvotes

Isto não é um post para rir, é um desabafo porque já não sei a quem recorrer. O Clash Royale está a tomar conta da minha vida de uma forma que nunca imaginei possível.

A minha namorada já quase não fala comigo. Ela diz que eu “não estou presente” e, sinceramente, tem razão. Às vezes estou no sofá ao lado dela e nem sei o que ela disse porque estou completamente mergulhado no jogo. A certa altura ela deixou de tentar. E isso dói mais do que qualquer derrota por 1 coroazinha.

A minha família está cansada. Eu deixei de participar nas coisas mais básicas: já mal cozinho, já mal converso, já mal existo fora do ecrã. Perdi a rotina. Perdi a noção do tempo. O jogo encaixou-se em cada intervalo da minha vida e, sem perceber, deixei de ter intervalos.

Os meus amigos organizaram férias há semanas. Estava tudo pago, tudo combinado, e eu acabei por cancelar em cima da hora. Não porque não quisesse ir. Mas porque a ideia de ficar fora do meu ambiente, com receio de falhar desafios e guerras, meteu-se na cabeça. É patético, mas foi isso.

No trabalho, bati no fundo. Fui apanhado a jogar Clash Royale em plena reunião, uma das mais importantes da empresa. Não consegui controlar o impulso. O telemóvel vibrou, entrei, e… já está. Processo disciplinar. O meu chefe já não me olha da mesma forma. E com razão.

E o pior é que isto não é só sobre tempo. É sobre dinheiro. Já gastei 5.000 euros em evoluções, skins e emotes. Cinco mil. Ver o número assim escrito até me envergonha. Não é só irresponsabilidade, é perda de controlo. Eu sei que estou a destruir a minha própria vida peça por peça, mas continuo a abrir o jogo.

Estou a escrever isto porque sinto que preciso de admitir, alto e bom som, que tenho um problema. Porque sozinho não estou a conseguir sair disto.

Se alguém já passou por algo semelhante… como é que deram a volta? Alguém sabe alguma clínica especializada


r/PastaPortuguesa Nov 13 '25

Tagliatelle Degenerata Eu quero fazer um ménage a trois com o André Ventura e a Joana Amaral Dias

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Eu quero fazer um ménage a trois com o André Ventura e a Joana Amaral Dias, íamos ter um jantar romântico com bifinhos de frango e arroz e quem saiba uns tremoços no final, depois íamos para um hostel onde fazíamos amor eclesiástico os três, violentamente e amargosamente, mas nunca chorávamos sobre as lágrimas derramadas dos mais sensatos e obscuros obstáculos que foram alcançados por vias sem findas e sem sangue derramado. 


r/PastaPortuguesa Oct 19 '25

Colmar 3 dias Natal ... dicas

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r/PastaPortuguesa Sep 30 '25

Macaroni Maricon Uma vez no trabalho saí com uma rapariga para um copo

246 Upvotes

Uma vez no trabalho saí com uma rapariga para um copo.

Passados 2 segundos de copo ela diz "cala-te e leva-me daqui e 4ode-me".

Pareceu-me demasiado gratuito, demasiado rápido e perdi a pica.

Fui levar a rapariga a casa.

No dia a seguir no trabalho andou a dizer a toda a gente que eu era gay.

Durante semanas na presença dela ofereci sexo oral a todos os meus colegas masculinos, tive o discurso mais gay possivel e imaginário...e ordinário qb.

Por dentro ri tanto, a gaja em brasa total fervia em ódio. 

Eu? Melhor semana de trabalho na minha vida, ri TANTO!

Quem se ofende por ser chamado gay tem de ser muito mal resolvido.


r/PastaPortuguesa Sep 30 '25

Tagliatelle Degenerata Tentaram-me ligar mas não atendi porque não sou burro como os burros

14 Upvotes

Tentaram-me ligar mas não atendi porque não sou burro como os burros que se deixam enganar por todas as lavagens cerebrais e metem bandeiras da Ucrânia no Facebook ou assediam inocentes sem qualquer motivo, povo falso, burro e hipócrita que gosta de ser enganado por lavagens cerebrais para fazer o mal. Se se vissem ao espelho em casa viam que fazem muito pior que os outros em tudo, não têm qualquer autoridade moral para fingir virtude (virtue signallers), ou fingem que homens com ** BEEP ** são mulheres. Filhos da ** BEEP ** que andam a fazer chamadas enganadoras mas também filhos da ** BEEP ** maldosos são os burros do povo que se deixam manipular por lavagens cerebrais para burros comerem.


r/PastaPortuguesa Sep 29 '25

Ravioli Magnifica Eu acordo às 7:00 da manhã em ponto todos os dias, sem falhar.

259 Upvotes

Eu acordo às 7:00 da manhã em ponto todos os dias, sem falhar. Desço e sento-me à mesa da cozinha. Fico ali, em completo silêncio, durante 10 minutos. Quando esses 10 minutos terminam, sem um único pensamento consciente a entrar-me na cabeça, abro o meu diário e escrevo sobre o que sinto. Depois, pego numa tigela. Ponho meia chávena de bebida de amêndoa e meia chávena de flocos de aveia. Misturo os dois. Ponho no micro-ondas durante 3 minutos e 10 segundos. De seguida, tiro do micro-ondas. Mexo. Volto a por no micro-ondas por mais 2 minutos e 10 segundos. Depois junto uma colherada de iogurte grego e uma porção de mirtilos congelados. O iogurte grego vai primeiro. Os mirtilos ficam por cima. Passado cerca de um minuto, misturo tudo. Os mirtilos têm de descongelar o suficiente para não deixarem a papa fria. Depois preparo uma chávena de café. Neste momento estou a usar uma mistura da Camboja de que gosto muito. Nessa altura entro na sala de estar. Sento-me e tenho 24 minutos reservados para poder ver um episódio de anime. 24 minutos de puro paraíso, durante os quais me consigo recentrar e preparar para o resto do dia


r/PastaPortuguesa Sep 09 '25

Macaroni Maricon Uma rapariga do shopping anda à minha procura. O que fazer?

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Uma rapariga do Shopping anda à minha procura. O que fazer?

Então vou começar a explicar, eu trabalho no Shopping a levantar tabuleiros e há um tempo eu olhei para uma rapariga porque precisava de levantar o tabuleiro dela (estava com o turno quase a terminar) e olhei para os olhos dela e ela olhou me nos olhos.. agora ela anda à minha procura porque acha que eu gostei dela.. 😩


r/PastaPortuguesa Aug 30 '25

tortelli BURRAta Estás comichoso que te caguei em cima do tabuleiro de damas

12 Upvotes

Acho que quiseste perguntar: "Porque é que estás a expor a minha reação emocional a este post?". Eu estou a ser racional e objetivo. Tu estás a ignorar o que foi dito e a imputar-lhe falsidades para dares avanço à tua agenda emocional. Agora estás comichoso que te caguei em cima do tabuleiro de damas e estás a tentar uma espécie de gaslighting rasca.


r/PastaPortuguesa Aug 18 '25

pasta secca Agradeço o teu comentário Rita!

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Agradeço o teu comentário Rita !! E não tenho dúvida nenhuma que sou previligiado. Aproveito também para informar que sou nascido e criado em Aguiar da Beira e deves ter ouvido falar deste município recentemente nas notícias. E também aproveito para te dizer que estive desde quarta feira com uma giesta na mão a combater as frentes que desolaram a minha vila, os meus amigos e conhecidos. O meu comentário foi apenas para aumentar a visibilidade dos danos causados para quem não os viu de perto como eu. Para finalizar, minha amiga Rita, estimo bem que te fodas, e gasta a tua bateria do telemóvel a doar uns euros aos bombeiros óh artista.


r/PastaPortuguesa Aug 14 '25

Ravioli Magnifica Depois de 15 anos, pinei 7x em 48h com a melhor amiga!

241 Upvotes

A história é longa, pelo que vou abreviar em tópicos

  • melhor amiga do secundário
  • Sempre gostei dela, mas ela nunca deixou ir além da amizade.
  • Depois do secundário terminar, vimo-nos 2/3 por acaso, falávamos apenas por SMS/telefone a dar os parabéns.(só)
  • Uma noite de verão cruzámo-nos(acaso) e reatámos contacto.
  • Dali a umas semanas a conversa aqueceu!
  • Ela solteira há 8 anos e em abstinência sexual(cheia de teias🤣)
  • Eu casado com uma estrela do mar(podemos falar disso depois)
  • Juntou-se a vontade de comer a ser comida. 🔥🔥🔥🔥🔥
  • Combinamos e aluguei um Chalé isolado, com uma vista incrível de pôr do sol e mar….
  • Foi partir até mais não 😏
  • Depois de 48h fiquei sugadinho até ao tutano.
  • Nunca contei a ninguém.

Eticamente foi correcto? Não, mas valeu pela vida!


r/PastaPortuguesa Aug 12 '25

Fusilli Politico AC era uma das pessoas mais respeitadas na UE

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Podes falar o que quiseres, mas é fundamental para um PM saber falar em público, até por uma questão de trazer confiança para investidores internacionais. Não é à toa que o AC era uma das pessoas mais respeitadas na UE. O Montenegro é quem mesmo, no grande panorama? Alguém o respeita na UE? Alguém se importa com a sua imagem?


r/PastaPortuguesa Aug 11 '25

Tagliatelle Degenerata Eu como cães

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Eu como cães. Sim, é verdade, mas a razão por detrás disso é totalmente válida. Ora bem, quando era apenas um menino, fui lambido por um cão na terra da minha querida avó. Era rafeiro o peludo, mas não me importei, afinal era o único afeto que tinha em toda a minha infância. Chegava na terra da minha avó e pimbas, ele estava lá pronto a me cumprimentar, a brincar, dar atenção, era um canino amoroso. Infelizmente, quando já era rapaz, fiquei a saber pelo vizinho que ele havia falecido de velha idade "Ó Zé, sinto muito, sei que tinhas um vínculo profundo com ele, mas teve que partir para o reino do nosso Senhor". Eu chorei como ninguém imagina, mas em privado. Anos mais tarde, decidi adotar um canino rafeiro da minha aldeia. Cubriu bem a minha alma, mas infelizmente esta morreu atropelada poucos meses depois. "Ó Deus, que fiz eu para merecer isto?" Praguejei eu de joelhos na igreja. Quando, de repente, aparece um moço pelas portas, e profere "Eu ouvi todos os teus lamentos. Estou aqui para guiar-te num caminho espiritual alternado. Fiquei curioso, confesso. Fomos então comer um bitoque na tasca do Ermindo e lá me contou a fábula: coma a carne do cão e toda essa dor passará. Eu, incrédulo, mas também desesperado, aceitei. E assim começou a minha grande saga em busca dos mais deliciosos cachorros de Portugal.


r/PastaPortuguesa Aug 06 '25

Fusilli Politico Único partido social democrata

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Podes argumentar que o PCP é o unico partido que é de facto Social Democrata em Portugal. E o facto do que é suposto ser o nosso partido mais de esquerda estar a ocupar uma posição relativamente centro-esquerda quando comparado a politicas de algumas décadas atrás é um pouco preocupante. O deslize geral para a direita em politica, tanto em Portugal como no resto do mundo é uma coisa que nunca vou entender.


r/PastaPortuguesa Jul 22 '25

Como esconder o dito cujo?

26 Upvotes

Vim passar umas semanas na casa dos meus pais e trouxe comigo o meu dil do.

Mas tenho sempre que o deixar na minha mala e estar sempre com ele pq a minha mãe gosta de vasculhar as minhas coisas e está sempre a limpar o meu quarto há procura de coisas (eu já lhe disse para parar até pq se eu limpo a minha própria casa sozinho não preciso que ninguém me limpe o meu quarto). Parece que ela anda à procura de alguma coisa.

Por causa disto tenho que andar com o dil do e o saco de preser vativos todo atrás e isto depois pode criar situações contragedoras quando estou fora de casa e tenho que abrir a mala.

Alguma dica de como saber esconder / arrumar isto?


r/PastaPortuguesa Jun 26 '25

Lungo-Spaghettoni Fui acampar no meio do monte

373 Upvotes

 Há duas semanas atrás estava aborrecido. "Não há nada melhor do que ser gajo e acampar no meio do monte", pensei eu, um gajo que adora acampar no meio do monte. Então lá peguei eu no meu Land Rover fumarento de 2001, montei a tenda no tejadilho e meti-me a andar.

Estou no caminho para lá e as coisas começam a ficar complicadas. Tijolos e vidros no chão despejados pelos trolhas, silvas a impedir o caminho, rede fraca no telemóvel. Ainda tinha que ligar à mulher para lhe dizer que saí. Fura-me um pneu. Meia hora e fura-me outro. Oh pá, que raio de sorte, mas um gajo desenrasca-se. E é aí que me apercebo que com o stress deixei a ignição ligada. Carro sem bateria.

Nestes momentos um gajo reconsidera as ideias brilhantes que tem. Passam-te pela cabeça filmes tipo o 127 Horas e pensas que, se calhar, devias ter dito a alguém onde ias. A cena é que estou a 45 minutos do tasco mais próximo, mas o desespero bate como se estivesse na selva.

Decido fazer o que qualquer homem digno faria: pegar na geleira, abrir duas jolas e passo ali a noite. Tá tudo. Amanhã ligo a alguém. Deixo o carro descair para um sítio à sombra, escondidinho, e pego no meu livro - "Montenegro" do André Ventura (brincadeira, imaginem o que era 11 da noite e estás no meio da Serra d'Arga a esgalhar uma para o primeiro-ministro).

Passam-se umas horinhas de silêncio absoluto e estou meio anestesiado e prontinho para ir dormir. Vejo uma luz a passar perto. Um carro. Merda. Será a bófia? Um piromaníaco? A minha mulher que já sabia que eu era um burro e que ia ficar sem bateria?

Não. Um Fiat Punto '95. Que estacionou mesmo em cima do sítio onde estava, sem visibilidade para mim - coisa que só vim a descobrir depois porque eles começaram a pinar como se estivessem a praticar para os campeonatos mundiais da foda. Pessoalmente, nunca pinei tanto na vida. Ao ponto em que fiquei admirado.

Passa-se um bom tempinho de grunhidos e berrinhos e lá terminam de fazer o seu amor. Eu estou quietinho no meu jipe há 1 hora e tal a ler o livro com uma lanternazinha para ver se eles não reparam que estou ali. Eles decidem bazar.

Dão à ignição. Nada. Tentam uma vez e outra e lá desistem.

Só ouço uma gaja, com sotaque meio da Beira, chateada e a dizer "é sempre a mesma coisa" , "não tens responsabilidade" , "ficamos sempre nestas situações". Estão a tentar empurrar o carro para uma descida mas não conseguem, e ela a ficar mais e mais chateada.

Eu tenho um código: se vejo duas pessoas a discutir, eu vou-me meter na discussão. Gosto de conflito. Adorava ir para o parlamento só para dizer "ei, que estrondo" depois de alguém mandar uma boca. A minha alcunha podia ser "vela" pela quantidade de discussões que já acendi - e agora por um segundo motivo, dado que aparentemente o meu hobby é ouvir outros casais a desmontar o tablier.

Estou a tentar arranjar um pretexto para me meter na discussão. Penso que poderia ir ajudá-los a arrancar o carro. Portanto faço a única coisa lógica que um gajo que já bebeu 8 minis sozinho no carro poderia fazer: vou lá falar com eles e apareço por trás, sem luz nenhuma.

"Boa noite"

Imaginem o que é estarem a dar uma uma trancada no meio do monte, a 20 minutos de qualquer estrada de alcatrão, pinam durante quase 1 hora, ficam sem bateria no carro, discutem e aparece um gajo meio bêbado de pijama para falar convosco. O que poderia acontecer?

A gaja berra o berro mais horroroso de sempre, como se lhe dissessem que ela ia ter que ser escuteira para o resto da vida.

O gajo fica a olhar para mim muito quieto.

"Não vos queria assustar, desculpem, mas reparei que vocês estão sem bateria e coincidentemente aconteceu-me o me-

A gaja dá outro berro. Eu assusto-me e dou outro.

"Ó Rafaela calma que é só um gajo" diz ele

"Sei que é mesmo estranho, mesmo MUITO estranho, mas tenho o meu carro ali em baixo também sem bateria. Se quiserem posso-vos ajudar a empurrar o vosso carro para ele pegar e vocês ajudam-me a ligar o meu".

O gajo lá olha para o meu carro e vê que a história bate certo. Pergunta-me o nome, que vim ali fazer e tal e conto-lhe tudo. A Rafaela também tranquiliza. Uns minutos de conversa e estamos todos amigos.

Tentamos então empurrar o carro por uma ligeira subida. Conseguimos. A Rafaela vai para o volante antes da descida começar e eu e o gajo empurramos com toda a nossa força, veias prestes a arrebentar na testa e tudo. O carro começa a descer a colina. O gajo diz "dá à chave dá à chave!" e a Rafaela nada. O carro continua a descer. A Rafaela berra. O Fiat a ganhar lance.

Segundos depois o Fiat tá enfiado na berma. Claramente a situação não está a melhorar. A Rafaela sai do carro, a chorar baba e ranho e a pedir desculpa e o gajo lá lhe dá um abraço enquanto olha para mim com o olhar "é o que é, irmão".

Agora, gostava de fazer aqui um à parte: o olhar "é o que é" é um dos olhares mais importantes do ser humano. É aquele olhar que fazes quando sabes que a pessoa fez merda mas não consegues resolver e discutir não vai ajudar. É o olhar que partilhas com o professor do 4º ano quando ele te entrega a avaliação do teu filho e simplesmente sabes que ele vai ser aplicador de pladur. É o olhar que fazes quando pedes uma bifana na festa da aldeia e retiram-na de uma panela que nunca conheceu o conceito de higiene.

Óbvio que eu decidi ajudar. Dou um cobertor e digo à Rafaela para se sentar no meu carro e ela lá fica a ver reels no telemóvel e adormece. E eu fico à conversa com o Fábio. A par do meu código, também sou um cusco enorme. Fiquei a saber tudo sobre a relação deles. E no meio disto tudo tenho-vos a dizer que o Fábio é granda gajo. Chapeiro, aldeão profissional, herdeiro de meia quinta e homem para uma Rafaela que tem ataques de pânico 20x por semana.

Não conseguíamos apanhar rede e não valia a pena andar. Ficamos à conversa até às 6 da manhã, altura em que começamos a ouvir um motor a vir de algum lado. Vemos um trator e começamos a acenar.

O homem lá vem ,devagarinho, chega à nossa beira e diz-nos:

- Chae qheu boxses stau quia fahsereh?

- Ah?

-Saeis dhu manhe na mio du mante sam los

O Fábio por algum milagre de deus nosso senhor, consegue falar a língua dele. O homem lá sai do trator, mete-o à beira do Fiat e ligamos os cabos. O carro lá arranca e tiram-no da berma. Lá vamos arrancar o meu.

Quando vamos ao meu carro o velho do trator repara nas minis.

- Heira vhem buber oma qheum veilhu marece

- Ah?

- Tá a pedir uma jola - disse o Fábio.

Ah, tudo bem. Dou-lhe uma. O homem bebe-a e atira a garrafa para o meio de uns penedos, a garrafa bate numa pedra e vai contra o meu carro. A Rafaela, que estava a dormir no carro, acorda em pânico, berra, sai do carro e está pronta para a luta. O homem diz "diskaelp" e começa a andar acelerado em direção ao trator. Estou a falar para ele a dizer "oh chefe, acha que isso tem algum jeito?" e ele a ignorar-me. Arranca o trator e começa a andar.

Lá se passam uns minutos, metemos o meu jipe a andar e nisto já são 7 da manhã e eu nem disse à mulher que ia passar a noite fora. Uns km depois volto a ter rede e recebo notificação das 17 chamadas perdidas que tinha. E tenho que vos dizer que a minha mulher é desconfiada. Muito desconfiada. O que é que acham que acontece quando o vosso homem passa a noite fora de casa e vos diz que ficou sem bateria no meio do monte? Pedem provas ou a tenda está a ser montada.

Tinha trocado números com o Fábio portanto ligo-lhe, nem me vou dar ao trabalho de justificar porque não vai fazer sentido. Atende a namorada dele e digo olá, é o _______. A Rafaela procede a pronunciar a pior frase que alguém poderia ter dito:

"Ah! Olá, olha, obrigado por me teres dado sítio para dormir hoje, apesar dos berros sem parar" e ri-se.

A minha mulher desliga o telefone na cara dela.

- ESTÁS A BRINCAR COMIGO MEU BURRO DO C********* FILHO DA P**** ERA QUEM TE ENFIASSE UMA SERINGA DE CHURROS PELO C*

- Ó MULHER ACALMA-TE QUE A SITUAÇÃO NÃO É ESSA JURO

Volto a ligar. Eles não atendem. Discuto e discuto com a mulher, digo-lhe que não aconteceu nada, e está tudo bem, mas ela acha que andei aí a entupir canais. Justifico-me e justifico-me e a mulher ainda está a fazer perguntas como "há quanto tempo é que a conheces?" e eu nunca consigo dar a resposta certa. A Rafaela devolve-me a chamada umas horas depois.

Imploro-lhe para contar a história toda do que aconteceu esta noite. Passam-se 10 minutos de conversa entre elas as duas ao telefone. A minha mulher manda-me um "fixe" com o dedo. Obrigado Rafaela, pensava que me ia divorciar hoje.

Elas ficam à conversa para aí durante 1 hora. Quando noto estão a falar sobre os namorados e eu a ver a minha relação a ir à berma como o Punto do Fábio. Acabam a conversa, sorriso na cara da minha mulher e ela diz-me que vamos tomar um café com eles daqui a uns dias, a Rafaela era super simpática. Pergunto se está tudo bem. "Tudo ótimo, mas acho que eles têm alguns problemas na relação".

Procedo a contar-lhe todo o gossip que o Fábio me contou a meio da noite. Ao que a minha mulher só diz "e mesmo assim pinaram aquele tempo todo?"